Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

terça-feira, 29 de Julho de 2014

Valdemar Almeida no apoio à Associação dos Autarcas Portugueses

Valdemar Pedro Cabral da Câmara Almeida (Dr.), Vice-Presidente da Mesa do Congresso e do Conselho Nacional do PPM, deputado na Assembleia Municipal de Oeiras para o quadriénio 2013-2017, não deixou de estar presente nas escritura pública de constituição da Associação Portuguesa dos Autarcas Monárquicos, em Braga, enviando uma mensagem que, depois de lida, foi aplaudida efusivamente por todos os autarcas monárquicos presentes.

“É com imenso gosto que me junto à Associação dos Autarcas MonárquicosEntendo que devemos defender aquilo que nos une, no nosso caso, a monarquia, independentemente da nossa filiação partidária. Sempre acreditei que a Monarquia era sinónimo de municipalismo e garantia da defesa dos direitos locaisPor isso, entendo que uma Associação que nos reúna a todos em prol do nosso objectivo comum é mais uma ferramenta para garantir um país verdadeiramente democrático.
Valdemar Almeida”

Associação Portuguesa dos Autarcas Monárquicos (APAM)

Foi hoje notarialmente formalizada em Braga a constituição da Associação Portuguesa dos Autarcas Monárquicos. Um passo dado, da maior importância, no combate aos preconceitos - a APAM reune gente de quase todos os partidos políticos e os cada vez mais presentes apartidários - e na afirmação do Poder Local.
Seja permitido o aparte - foi ainda um momento excelente para rever velhos compagnons de route (perdoe a Esquerda a apropriação do termo, mas havia-os lá oriundos dessas bandas também...). E o fundamental consiste no propósito de todos, de todas as proveniências, em servirem as suas terras, através da cooperação de municípios no domínio da História, das questões sociais, culturais e do desenvolvimento económico. Sem que as usuais cliques perturbem esse trabalho.
A APAM reunirá já em Setembro o seu primeiro congresso.

SS.AA.RR. os Duques de Bragança em Banguecoque

Dom Duarte Pio de Bragança, visivelmente sorridente, chega ao Bairro da Imaculada Conceição. A seu lado direito sua esposa a Dona Isabel de Herédia de Bragança

Encontra-se na capital Tailandesa, a caminho de Timor-Leste, mais sua família Dom Duarte Pio de Bragança que ontem, 25 de Julho de 2014, visitou o bairro da Imaculada Conceição, mais antiga comunidade portuguesa de Banguecoque cuja fundação vem da década sessenta do século XVII. Dom Duarte Pio assistiu, à celebração de uma missa, com sua família, Embaixadores de Portugal Maria da Conceição e  Luis Barreira de Sousa, outras individualidades da Comunidade do bairro que depois da cerimónia religiosa, simples mas de grande significado, Dom Duarte Pio agraciou o bairro da Imaculada Conceição com a Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
Sai próxima semana reportagem desenvolvida.

José Martins

A Família Real Portuguesa sentada com as individualidades convidadas no início da celebração da missa
Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, depois de Dom Duarte Pio ter feito a entrega ao Prior da Igreja da Imaculada Conceição.

Fonte: Luso Sucessos / Real Associação Médio Tejo
A cerimónia de Bangkok: missão cumprida


Decididamente, não foi uma dessas visitas de "negócios" e diplomacia de secos & molhados a que se têm dedicado os homens do regime. Foi uma jornada de memória e tributo de agradecimento àqueles tailandeses, bons servidores da monarquia e fiéis súbditos do Rei tailandês, que também são portugueses e guardam no coração e na inteligência o sangue e a fé dos seus antepassados portugueses.

1. Net, o anfitrião, despede-se do Embaixador de Portugal.
2. Os Infantes de Portugal prontos para partir.
3. O último adeus do Net Dias aos ilustres visitantes.
4. O nosso Príncipe despede-se de Samsen.

1. SAR o Senhor Dom Afonso de Bragança e os irmãos Wongngernyuang Dias, Net e New, amigos de primeira fila que foram para mim uma quase família durante a minha estadia de quatro anos em Bangkok.

2. SAR o Senhor Dom Duarte na companhia da senhora Pimlada Wongngernyuang Dias, viúva do Cointra-Almirante Saravut Dias, antigo líder da comunidade.

1. A Família Real Portuguesa é recebida por religiosas e membros da comunidade luso-thai católica no interior da Igreja da Imaculada Conceição.
2. A Família Real Portuguesa com a comunidade dos Portugueses do Sião.
Fonte:  Miguel Castelo-Branco / Maria Menezes

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Associação de Autarcas de inspiração Monárquica oficializada hoje em Braga. E foi assim que tudo começou...

 Guimarães - 1 de Março de 2014
 Ponte de Lima - 22 de Março de 2014
 Viana do Castelo - 7 de Junho de 2014
 RTP - 19 de Junho de 2014
Vila do Conde - 19 de Julho de 2014
Braga - 28 de Julho de 2014

domingo, 27 de Julho de 2014

Autarcas de inspiração monárquica reunidos em jornada de debate – in jornal “Mais Semanário”

Um conjunto de autarcas de inspiração monárquica e multipartidários escolheu Vila do Conde para uma jornada onde debateram, entre outros temas, a política local no contexto regional.

A Associação de Autarcas Monárquicos realizou no passado sábado mais uma jornada de debate, que se realizou em Vila do Conde, e onde marcaram presença mais de meia centena de participantes.
A sessão contou com autarcas de vários quadrantes políticos – desde PSD, CDS-PP a PPM – que partilham entre si uma sensibilidade e inspiração monárquica e que pretendem, nestas jornadas, debater problemas locais e nacionais.
“Sendo uma associação de inspiração monárquica, falamos das questões da monarquia, do regime que para nós seria mais benéfico para o país, e com esta nossa sensibilidade trocaremos impressões sobre os problemas locais e do país”, contou Manuel Beninger, responsável pela associação e pela organização das jornadas.
O dirigente lembrou que a associação “é transversal a todos os partidos portugueses” e que, com isso, “colhe sensibilidade de todos os partidos para se reflectir a questão da monarquia e até a questão da constituição para que ela seja ainda mais democrática”.
Depois de no mês passado estas jornadas terem sido realizadas em Viana do Castelo, a escolha pela cidade de Vila do Conde surge, segundo Manuel Beninger, pelo facto de haver no concelho “autarcas de inspiração monárquica na Assembleia Municipal, em Assembleias de Freguesias, e também na vereação da Câmara”.
Do programa destas jornadas fizeram parte uma visita aos principais pontos turísticos da cidade, um almoço convívio, o debate subordinado ao tema “a política local no contexto regional” e uma missa que encerará o encontro.
Mais Semanário de 23 de Julho, pág. 17

Associação dos Autarcas Monárquicos constitui-se em escritura pública segunda-feira - in "Diário do Minho"

acima
A escritura pública de registo da Associação dos Autarcas Monárquicos realiza-se na próxima segunda-feira, dia 28, pelas 15h00, no Cartório Notarial de Braga da notária Teresa Jácome Correia, na Avenida da Liberdade.
No ato solene estarão presentes desde elementos das Assembleias de Freguesias e assembleias Municipais, a vereadores de vários partidos, como o social-democrata Eduardo Teixeira, também ele deputado na Assembleia da República, e que irá presidir à mesa da Assembleia Geral da Associação.
Criada nas últimas autárquicas, esta associação irá realizar o seu primeiro congresso no próximo mês de Setembro.

Jornal “Diário do Minho” de 26 de Julho, pág. 7

sábado, 26 de Julho de 2014

Associação de autarcas de inspiração monárquica oficializada esta semana - in "TV do Minho"

Um conjunto de autarcas de inspiração monárquica, multipartidária, será oficializado esta semana, e terá o seu primeiro congresso em Setembro.
Estas são as principais conclusões da última  realizada em Vila do Conde, culminando um trabalho nos últimos meses de uma comissão que reúne autarcas independentes, do PPM, do CDS, PSD e tendo simpatizantes muitos outros autarcas no norte e centro do pais.
"Pretendemos ter implementação nacional", refere Manuel Beninger, um dos coordenadores do grupo responsável pela organização do congresso, "estando a decorrer contactos com vários autarcas, de todos os partidos do espectro autárquico português que comunguem com os princípios monárquicos.
Para além dos princípios básicos da questão do regime, esta estrutura irá proporcionar formação aos seus quadros e pretende criar laços entre municípios e projectos comuns em áreas como a história, tradições, preocupações sociais, empreendedorismo, cultura e turismo, algumas das áreas fundamentais para os municípios onde são agentes de mudança.
"Queremos criar uma rede de autarcas que possam defender as suas populações com soluções novas e criativas para os problemas que todos, nas suas freguesias ou municípios, enfrentamos", refere o autarca, elemento da Assembleia Municipal de Braga, finalizando que "todos serão bem-vindos!".
Esta equipa reúne nomes como Eduardo Teixeira, vereador em Viana do Castelo e deputado na Assembleia da República pelo PSD, Miguel Paiva, vereador em Vila do Conde, José Basto, Luís Barreiros e Miguel Queirós deputados no Porto, Ponte de Lima e Coimbra, entre muitos outros.

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Assinalam-se hoje os 905 anos do nascimento de D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal

Assinalam-se hoje os 905 anos do nascimento de D. Afonso Henriques.
As comemorações têm lugar hoje e amanhã em Guimarães… numa iniciativa da Junta de Freguesia de Oliveira, São Paio e S. Sebastião e do Grupo Cultural e Recreativo “Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques”.
Uma celebração que começou em 2011 e que este ano volta a incorporar a Ceia Medieval.
Muito se tem escrito e discutido sobre a data de nascimento de D. Afonso Henriques, pois estamos na altura do seu 900º aniversário, já que ele terá vindo ao mundo entre 1106 e 1111. Em 2009, reavivou-se a polémica iniciada nos anos 90, quando Viseu comemorou o aniversário, reclamando-se "berço do nosso primeiro rei". O historiador A. de Almeida Fernandes defendeu que o fundador da nacionalidade terá nascido naquela cidade, em Agosto de 1109.
De facto, na sua biografia de D. Afonso Henriques (Temas e Debates 2007), o Prof. José Mattoso, um dos maiores especialistas de História Medieval Portuguesa, considerou, na página 27, que "a demonstração feita por Almeida Fernandes alcança verosimilhança suficiente para se admitir como possível, ou mesmo a mais provável, até que outras provas sejam apresentadas em contrário."
Os vimaranenses não se conformaram. Barroso da Fonte, licenciado em Filosofia, jornalista e autor de vários livros em poesia e prosa e que, entre muitas outras funções que já exerceu na sua vida, foi Director do jornal O Comércio de Guimarães, assim como do Paço dos Duques de Bragança e do Castelo de Guimarães,  publicou Afonso Henriques: um Rei polémico (reimpressão 2010, Âncora Editora), onde, além de defender a tradição, relata a polémica à volta deste tema.
Com iniciativas destas, os defensores da tradição de Guimarães foram acusados de serem movidos apenas por interesses bairristas. Afinal, os especialistas defendiam a hipótese de Viseu e, por mais que custasse aos vimaranenses, teria que se reescrever a História!
A verdade, porém, é que o próprio Prof. Mattoso tem vindo, há cerca de um ano, a distanciar-se da tese de Almeida Fernandes. Começou por afirmar, num colóquio internacional, realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, de 14 a 16 de Dezembro de 2009, que "o valor da hipótese do nascimento em Viseu depende do grau de certeza relativo ao ano. Ora, havendo contradição entre as fontes, não se pode considerar seguro o ano do nascimento sem discutir o seu valor. Consequentemente também o lugar é incerto." Reiterou esta opinião no seu contributo para a História dos Reis de Portugal(Quidnovi 2010).
Num estudo publicado na Medievalista online Nº 8, o Dr. Abel Estefânio chega à conclusão de que os anos mais prováveis para o nascimento de D. Afonso Henriques são os de 1106 e 1110. As divergências "resultam dos problemas de transmissão textual, da complexidade e da confusão entre os diferentes métodos de cálculo de datas utilizados, num tempo em que não havia calendários".
Exponho, agora, o que, quanto a mim, invalida a tese "Agosto de 1109, em Viseu", à semelhança do que fiz na Nota Final do meu romance Afonso Henriques o Homem. Na citada biografia, em que o Prof. Mattoso nos diz que a hipótese de Viseu é a mais provável, lê-se, algumas páginas mais à frente (página 31) que D. Afonso VI, por ocasião das Cortes de Toledo no Verão de 1108, rompeu o vínculo de fidelidade com o genro, o conde D. Henrique, pai do nosso primeiro rei. Este teria, então, encetado uma viagem à sua Borgonha natal, regressando cerca de um ano mais tarde, no Verão de 1109. Ora, se D. Teresa não o acompanhou, ficando o casal afastado um do outro durante um ano, como poderia D. Afonso Henriques nascer à altura do regresso do pai? Para nascer em Agosto de 1109, o fundador da nacionalidade teria que ser gerado em Dezembro de 1108. Mas, nessa altura, pelos vistos, seu pai estava na Borgonha, enquanto sua mãe se quedava por terras portucalenses!!!
Talvez os historiadores devessem, de vez em quando, considerar os aspectos prosaicos da vida.
Não há um outro lugar no nosso país, onde se sinta tanto a presença de D. Afonso Henriques, como na chamada Colina Sagrada, coroada pelo Castelo de Guimarães.

E, sendo as fontes tão contraditórias, minando as hipóteses de que este problema algum dia possa ser resolvido, fiquemo-nos pela tradição: D. Afonso Henriques nasceu entre 1106 e 1111, em Guimarães!

Autarcas monárquicos oficializam a Associação esta semana - in Jornal "Terras do Ave"

Autarcas monárquicos reunidos em Vila do Conde procuram afirmação partidária

Os autarcas monárquicos estiveram reunidos no passado sábado no concelho de Vila do Conde, onde realizaram uma visita pedonal pelo centro histórico da cidade, Mosteiro de Santa Clara e Zona Ribeirinha. Foi anunciado que durante esta semana será oficializada a Associação de Autarcas de Inspiração Monárquica, com o primeiro congresso a realizar-se em Setembro.

A eleição do primeiro autarca popular monárquico no concelho de Vila do Conde, José Gesteira, como deputado municipal nas últimas autárquicas é o ponto de partida para a afirmação que o partido pretende conquistar a nível concelhio, refere Manuel Beninger, presidente da Associação dos Autarcas Monárquicos.
Nas jornadas autárquicas em Vila do Conde, a AAMO – Associação dos Autarcas Monárquicos reflectiu sobre “a falta de uma política de gestão harmoniosa do território neste concelho por parte da maioria socialista”.
Manuel Beninger começou por realçar “a excelente cooperação que tem existido com o partido que liderou a coligação eleitoral ‘Acreditar em Vila do Conde’ – o PSD – a qual se revelou decisiva para a eleição do nosso autarca. Ainda sobre este aspecto, é justo deixar uma palavra especial ao Miguel Paiva, candidato à Presidência da Câmara, que, mau grado não ter vencido a eleição, alcançou um excelente e promissor resultado”.
Para Manuel Beninger, “falta uma política amiga dos cidadãos que residem na zona histórica. Para além de se lhes fazerem exigências desadequadas nos processos de reabilitação de imóveis, a Câmara Municipal nunca teve a sensibilidade de criar uma discriminação positiva em termos de IMI. O resultado é o que vemos, com um elevadíssimo número de imóveis devolutos e degradados”.
Na zona das Caxinas e Poça da Barcas, uma das mais densamente povoadas do concelho, o monárquico aponta a falta de uma política “de equipamentos consistente e que responda às necessidades da população. Veja-se o caso do pavilhão e das piscinas, prometidas há mais de 15 anos e sem qualquer perspectiva de concretização, ou a falta de um lar para idosos, apenas para falar de investimentos essenciais para a juventude e para a população sénior.”
“Nas freguesias da zona costeira faltou, desde sempre, uma estratégia de valorização urbanística que permitisse que as nossas freguesias litorais se transformassem em zonas balneares de elevada qualidade e capazes de captar turistas que tragam dinâmica económica e riqueza. Nunca existiu essa visão e o resultado é um desordenamento que, inclusive, tem contribuído para a erosão costeira de forma grave”, adverte o líder da Associação dos Autarcas Monárquicos.
“Infelizmente, esta agenda do território faz falta à política vila-condense e está nos propósitos dos autarcas monárquicos, em conjunto com o nosso parceiro de co-ligação, com que qual queremos continuar a trabalhar de forma leal e empenhada, lutar por ela.
Nós não nos conformamos com o concelho a duas velocidades que o poder socialista tem promovido, empenhando todos os recursos na cidade e esquecendo deliberadamente as freguesias, as suas populações e as suas instituições”, concluiu Manuel Beninger.

ASSOCIAÇÃO OFICIALIZADA ESTA SEMANA
Um conjunto de autarcas de inspiração monárquica, multi-partidário, será oficializado esta semana, e terá o seu primeiro congresso em Setembro.
Estas são as principais conclusões das últimas jornadas realizadas em Vila do Conde, culminando um trabalho nos últimos meses de uma comissão que reúne autarcas independentes, do PPM, do CDS, PSD e tendo simpatizantes muitos outros autarcas no norte e centro do país. “Pretendemos ter implementação nacional”, refere Manuel Beninger, um dos coordenadores do grupo responsável pela organização do congresso. “Para além dos princípios básicos da questão do regime, esta estrutura irá proporcionar formação aos seus quadros e pretende criar laços entre municípios e projectos comuns em áreas como a história, tradições, empreendedorismo, cultura e turismo, áreas fundamentais para os municípios. Queremos criar uma rede de autarcas que possam defender as suas populações com soluções novas e criativas para os problemas que todos enfrentamos”, refere o autarca, elemento da Assembleia Municipal de Braga, finalizando que “todos serão bem-vindos”.
Este grupo reúne nomes como Eduardo Teixeira, vereador em Viana do Castelo e deputado na Assembleia da República pelo PSD, Miguel Paiva, vereador na Câmara Municipal de Vila do Conde, José Basto, Luís Barreiros e Miguel Queirós deputados no Porto, Ponte de Lima e Coimbra, entre muitos outros.
Jornal "Terras do Ave" de 24 de Julho, pág. 5
Capa do jornal "Terras do Ave" de 24 de Julho

Sou iraquiano!

Sim, sou iraquiano. Pelo meu Baptismo que me tornei irmão de todos os baptizados. Também dos cristãos iraquianos. Dos perseguidos, sobretudo. E hoje, dos cristãos iraquianos.
Neste momento histórico, de verdadeiro genocídio, de limpeza étnica, sinto-me profundamente agredido. Violentado até à medula. Por isso, não me posso calar e ficar indiferente, nem posso compreender os silêncios dos políticos e dos cristãos portugueses. Queria usar o “ nun”, a letra árabe que é a inicial de nazarenos ( cristãos em árabe), na testa, tal como são marcadas as casas dos cristãos do Iraque para serem saqueadas ou como os judeus eram obrigados a usar pelos nazis e que o Rei da Dinamarca usou em público como sinal da maior e mais profunda solidariedade face à perseguição dos judeus.
Sim, não me posso calar. Como poderia silenciar mais este crime contra a humanidade? Como calar-me quando o silêncio cúmplice dos meus concidadãos me ensurdece?
E posso, podemos, fazer tanto perante tamanha afronta à dignidade destes nossos  irmãos na Fé! Quem não pode, ao menos ,e sobretudo, rezar? Quem não pode convidar a sua comunidade a rezar?
Uma Igreja que não sofre com os seus irmãos perseguidos denota a profundíssima crise em que mergulhou. É este o retrato da minha Igreja. Ou de parte significativa dela. Não vale a pena perder tempo a encontrar desculpas para esta indiferença silenciosa. E criminosa. O nosso silêncio é parceiro dos bandidos fanáticos que matam ou espoliam os cristãos do Iraque. Ou doutro país qualquer.
Igreja, de que sou “ pedra viva”, como estás a responder ao apelo que em Braga, há já uns anos, nos lançou o Patriarca dos Caldeus, Mons. Luís Rafael Sako: “ Não se esqueçam de nós! Somos vossos irmãos!”?
Sim, hoje e há meses, que sou iraquiano. Cristão iraquiano.
Carlos Aguiar Gomes

c.a.aguiar.gomes@gmail.com