Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

S.A.R. O Senhor Dom Duarte de Bragança no programa "Protagonistas" da RTP

"PROTAGONISTAS" - transmitido na "RTP Informação" dia 11-Ago-2014.

A Jornalista Cristina Esteves entrevista algumas personalidades que, de algum modo, desempenharam um importante papel na sociedade portuguesa.

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

As monarquias do mundo

Edição da revista História de Junho.

Fonte: Movimento de Restauração da Monarquia no Brasil

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Recepção da Família Real Portuguesa em Baucau, Timor-Leste, a convite do Senado dos Liurais

acima
Investidura de S.A.R. o Príncipe da Beira como Liurai
Fonte: Carlos Leitão Carreira / Causa Real

Descendentes dos reis de Timor querem trabalhar com os herdeiros da coroa portuguesa para "a unidade" entre os povos dos dois países.

Timor Português - anos 50

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Associacao dos Autarcas Monarquicos

O reino de Portugal e a República de Lisboa

acima
Nasci no dia 5 de Outubro numa família republicana. A causa monárquica sempre me pareceu uma coisa tão deslocada no tempo que nunca questionei a natureza republicana do regime. Até hoje. Com efeito, ocorreram dois acontecimentos este ano que me fizeram mudar radicalmente de ideias: um externo (a sucessão de D. Juan Carlos); e outro interno (a reforma do mapa judiciário).
Com a sucessão de D. Juan Carlos, percebi uma coisa que, nesse momento, se tornou óbvia para mim, tendo em conta o fervilhar dos nacionalismos: que apenas o Rei era capaz de garantir a unidade do Estado espanhol. Por sua vez, com a reforma do mapa judiciário, percebi que, à medida que os votos se vão amontando na reduzida faixa litoral Lisboa - Porto, a República vai-se confinando paulatinamente a esse território. Ou seja, enquanto a monarquia tem o condão de esticar o território, a República encolhe-o.
O Rei, ao contrário do Presidente da República, é uma instituição que, por via da sucessão hereditária, transporta consigo todo o património histórico e cultural do reino. E, nessa medida, resiste muito melhor às pulsões das modas e do tempo presente, sempre efémero e circunstancial, do que um Presidente da República que, para ser eleito, tem de ser da cor da moda e andar a reboque das maiorias. Por alguma razão, o Rei é de Portugal e o Presidente é da República.
Nas monarquias parlamentares, até o povo tem mais facilidade em distinguir o essencial do circunstancial. O essencial, que tem a ver com a independência nacional, a soberania e a unidade do estado, tem por referência a figura do Rei; o circunstancial, que tem a ver com a governação do país em cada momento, depende inteiramente do Parlamento eleito.
Neste momento, por via da concentração dos votos na região de Lisboa, a República deixou de ser portuguesa e passou a ser lisboeta. E a elite política que nos governa e que se vai amontoando em Lisboa é incapaz de abrir mão do que quer que seja com vista a equilibrar e repovoar o território. O mais que se lhes consegue arrancar é meia-dúzia de frases feitas, que reproduzem sempre nos discursos de circunstância, e uns putativos incentivos à fixação de algumas empresas no interior, incentivos esses a que se candidatam apenas as empresas que, por natureza, não podem ficar no litoral.
Ora, como todos sabemos, num país com a nossa configuração, em que a costa litoral é o que tem maior valor económico e o mais apelativo do ponto de vista empresarial, o interior só pode ser repovoado através da deslocação de serviços de Lisboa para o interior, designadamente, da universidade pública, dos quartéis da tropa, de grandes hospitais, de Tribunais, de Direcções Gerais, de Ministérios, etc.. Tanto mais que Lisboa é uma zona sísmica pelo que não é prudente que tudo isto aí se amontoe.
No entanto, o processo é precisamente o inverso. Ao mesmo tempo que fala em investir no interior, o Governo vai varrendo, literalmente, as pessoas do interior para o litoral com o encerramento de escolas, tribunais, centros de saúde, etc.
Veja-se o absurdo deste exemplo. Há escolas novas em folha em aldeias que vão fechar porque só têm 21 alunos e vão-se construir ou ampliar as escolas das cidades para albergar esses novos alunos. Ora, por que razão em vez de se construírem novas escolas na cidade para receber os alunos das aldeias, não são deslocados alunos da cidade para a escola da aldeia, aproveitando-se as instalações aí existentes? A distância entre a aldeia e a cidade não é a mesma para os alunos da aldeia e para os alunos da cidade?
Antes que seja demasiado tarde, Alentejo, Beira Interior e Trás-os-Montes deviam unir-se e formar um grande movimento com vista a resistir ao poder político de Lisboa, sob pena de, muito em breve, quer por força das políticas dos governos, quer por força da quebra de natalidade que vai ter especial impacto neste regiões, verem morrer, nos próximos anos, as suas aldeias, vilas e cidades. É a HORA!

Santana-Maia Leonardo, Abrantes
em Cartas à directora 17/8

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Associação dos Autarcas Monárquicos na RTP (6)


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domingo, 17 de Agosto de 2014

D. Nuno Alvares Pereira homenageado no 629º Aniversário da Batalha de Aljubarrota

Celebrações da Batalha de Aljubarrota (1385) e em homenagem a São Nuno Álvares Pereira - 14 de Agosto de 2014
Entrega de Réplica de Estandarte de S. Nuno à Infantaria
Parada Militar

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Associação dos Autarcas Monárquicos na RTP (5)


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sábado, 16 de Agosto de 2014

Associação dos Autarcas Monárquicos na RTP (4)


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Quando a vila de Cascais tinha 200 pessoas

Há 650 anos, em 7 de Junho de 1364, quando o rei D. Pedro aceita o pedido dos habitantes de Cascais e lhes atribui a carta de Foral, elevando a localidade a Vila, estima-se que moravam na área deste concelho menos de 1000 pessoas. Os dados disponíveis, de 1383, dão conta de pouco mais de 200 pessoas a residir na localidade (em 1527 seriam entre 700 a 1000 os habitantes da vila e 1200 a 1900 os habitantes do termo).
Uns viviam do mar, outros da terra, numa altura em que por ali se espalhavam pequenas propriedades com cereais, vinhas, pomares, hortas, pastagens e matos, com gado de toda a espécie e caça miúda. Além disso, existiam vários moinhos de água, azenhas e moinhos de vento para a indústria moageira, bem como lagares de vinho e azeite.
Povoada desde o Paleolítico, a região de Cascais, no entanto, é marcada pela sua relação com o mar. São os pescadores que se destacam na pequena aldeia que desponta no final do século XIII, e daqui se ajudará a abastecer a cidade de Lisboa, além de servir como porto de escala. Nessa altura, Cascais dependia administrativamente de Sintra, que recebera a sua carta de Foral logo em 1154, e assim ficaria por cerca de 200 anos.
Em 1364, numa fase de crescimento, os “homens bons” da terra conseguem que D. Pedro aceda aos seus pedidos e, em troca de uma renda anual, ficam “isentos da sujeição de Sintra”, com sua própria jurisdição e “juízes para fazer direito e justiça”. Além disso, os trabalhadores desta região deixavam de ter que trabalhar para os proprietários de Sintra, numa conjuntura de escassez de mão-de-obra, devido aos efeitos da peste.
No entanto, em 1370, já durante o reinado de D. Fernando, a Coroa vê-se na obrigação de confirmar a carta de Foral de 1364 e de a complementar. A vila de Sintra continuava a ser a grande localidade da zona e Cascais surgia em documentos como «lugar» do termo de Sintra.
A carta de Foral de D. Pedro não definia nenhum território que ficasse dependente da nova vila, mostrando assim a insuficiência da decisão régia de 1364. Para Sintra, tudo o que significasse a perda de importância e poder do seu concelho seria de evitar. Se já desde 1364 Cascais era, de jure, independente de Sintra, só passou a sê-lo, de facto, em 1370.
D. Fernando resolve a situação, determinando a separação do castelo e “lugar” de Cascais de qualquer sujeição a Sintra, definindo uma área de cerca de 100 quilómetros quadrados (semelhante à do actual concelho) que ficaria dependente da vila de Cascais, e doando o castelo e o território a Gomes de Avelar. Em termos de jurisdição, permaneciam as directrizes de D. Pedro.
Com o diploma de D. Fernando, Cascais edifica de facto a sua autonomia, mas uma autonomia precária, já que, como referiu Oliveira Marques, este documento “integrou na realidade a vila e o seu território num feudo concedido ao primeiro Senhor, Gomes Lourenço do Avelar, um nobre influente na época e valido do monarca”, e o seu senhorio seria passado hereditariamente para os seus descendentes.
A vila era protegida por um pequeno castelo, que já existia em 1370 (não resistiu ao terramoto de 1755), e sabe-se que teve os seus paços do concelho, onde chegou a estar hospedado D. Fernando. Para além das casas de habitação, tinha ainda uma igreja.
Ao longo da sua existência, foi sofrendo vários ataques. Logo em 1373, por exemplo, o senhor de Cascais viu-se perante a armada de Castela que ia atacar a cidade de Lisboa. As forças de Castela, muito superiores, quase não encontraram resistência e, como relatou Fernão Lopes na Crónica de D. Fernando, “prenderam quem quiseram” e roubaram tudo o que puderam. Só não levaram a carta de Foral.

LUÍS VILLALOBOS

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sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Senado dos Liurais quer trabalhar com herdeiros da coroa portuguesa para "unidade" entre os dois povos

abaixo
Descendentes dos reis de Timor querem trabalhar com os herdeiros da coroa portuguesa para "a unidade" entre os povos dos dois países, disse Manuel Tilman, da organização do Senado dos Liurais, que reuniu em Díli. "Se Timor-Leste é hoje independente é por ter estado ligado a Portugal e nós, os descendentes dos reis de Timor, numa mensagem aos descendentes dos reis de Portugal, dizemos que estamos muito agradecidos e queremos trabalhar em conjunto, para a unidade e a amizade eterna entre os povos de Portugal e de Timor-Leste", afirmou Manuel Tilman.

S.A.R. O Senhor Dom Afonso de Bragança foi declarado Liurai Timorense pelo Senado dos Liurais, numa cerimonia muito significativa, na presença de todos os Liurais mais importantes.
Mais de uma década depois da sua criação (em 1999), em Macau, o Senado dos Liurais, órgão que reúne descendentes dos titulares dos vários reinos de Timor reuniu hoje, pela primeira vez, em Díli.
"É a primeira reunião do Senado dos Liurais, criado na época da resistência, em Macau, que teve o apoio e a bênção do Duque de Bragança (o pretendente ao trono português), que sempre nos apoiou e acompanhou ao longo de todo o tempo", explicou à Lusa Manuel Tilman, da organização.
D. Duarte Pio presidiu, em 1987, à campanha nacional de apoio a Timor-Leste, iniciativa que deu destaque à causa timorense, unindo personalidades tão diversas como Maria Cavaco Silva, Isaltino Morais e João Soares, ou estruturas como a CGTP-Intersindical e a UGT.
Através da Fundação Dom Manuel II, a que preside, enviou também ajudas para Timor durante vários anos.
"Para todos os descendentes dos liurais que estão hoje aqui, existe sempre uma ligação profunda com Portugal, através de um pacto de sangue", disse Manuel Tilman, sublinhando que "Portugal não conquistou Timor, aliou-se a Timor, através de um tratado de vassalagem".
Segundo aquele representante dos liurais, o Senado que hoje reuniu pela primeira vez, visa "a estabilidade e a paz do povo de Timor e não pretende conquistar o poder político em Timor"
"O filhos dos liurais hoje em dia são ministros, deputados, juízes, procuradores, e constituem a liderança timorense. Mas o Senado dos Liurais vai ser a base da identidade do povo de Timor, a base da solidariedade, da existência de Timor-Leste, como povo livre de uma nação independente", concluiu.

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Em Portugal os monárquicos ainda acreditam na mudança


acima
Os republicanos e os monárquicos pretendem o mesmo regime para a Península Ibérica

Há muito que em Portugal também existe uma divisão entre monárquicos e republicanos uma vez que os primeiros ainda sonham com o regresso do regime monárquico. Ricardo Alves, presidente da Associação Cívica República & Laicidade, não acredita que haja "uma mudança de regime em Portugal porque a república está bem consolidada". No entanto, o líder desta associação pretende melhorias, nomeadamente no que diz respeito "à limitação de mandatos nos órgãos de soberania". Por fim, Ricardo Alves entende que "o regime devia ser aprofundado". Em relação ao que se passa no país vizinho, o republicano garante que "o sistema republicano é o melhor para Espanha e tem "esperança que no futuro haja mudanças", mas que "elas não vão acontecer este ano, à excepção da Catalunha, que se se tornar independente vai ser uma república".

Não é o facto de os republicanos afastarem qualquer discussão sobre o regime instalado em Portugal que vai fazer com que os monárquicos desistam de lutar. O presidente da Associação Real de Lisboa, Nuno Pombo, confirma ao i que "é sempre o momento de voltar a abordar o regime" e entende que "os monárquicos têm de aproveitar as actuais circunstâncias, uma vez que é necessário fazer uma reflexão das instituições". O líder dos monárquicos lisboetas não tem dúvidas que há "uma caducidade das organizações políticas em Portugal". Por esta razão, Nuno Pombo acredita numa mudança de regime no nosso país porque "vejo muitas pessoas interessadas em discutir a relevância das instituições políticas". O monárquico considera que "só com uma instituição real no poder é que Portugal consegue ter uma voz mais forte na Europa e no mundo".

As mudanças no poder real em Espanha não passam despercebidas a Nuno Pombo. O dirigente lisboeta diz que "Juan Carlos não fez bem nem mal, embora não haja nenhuma razão para duvidar que as decisões do rei tenham sido precipitadas ou tomadas por causa da conjuntura" e acredita que "Filipe VI saberá dar resposta positiva àquilo que a população espanhola espera dele".

Uma questão que causou manifestações nas várias organizações republicanas e monárquicas foi a abolição dos feriados nacionais nos dias 5 de Outubro e 1 de Dezembro. Nestas datas festeja-se a implantação da República e restauração da independência. A historiadora Raquel Varela é da opinião que "em Portugal não há uma verdadeira questão de regime entre república e monarquia porque o número de votos que os monárquicos representam é residual". Na opinião da investigadora da Universidade Nova de Lisboa "as datas deviam voltar a ser feriados porque não há nenhuma razão de interesse geral que justifique retirar feriados numa sociedade como a nossa, imensamente mais produtiva a cada década que passa". Por fim, Raquel Varela acredita que, tanto o 5 de Outubro como o 1 de Dezembro voltarão a ser comemoradas pelos seus simpatizantes, mas também pelo resto da população como um dia de descanso. 

Publicado por Francisco Castelo Branco em 7 Ago 2014
http://www.ionline.pt/artigos/mundo/portugal-os-monarquicos-ainda-acreditam-na-mudanca/pag/-1

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quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

Está definitivamente benzida

A BANDEIRA MAIS BELA DO MUNDO. VIVA A MONARQUIA. VIVA DOM DUARTE II.
"Um Povo, uma Pátria, um Rei"

Foto: Belinha Miranda

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terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Como foram mortos o rei D. Carlos e o filho

OS DIAS EM QUE O DN CONTOU: No dia 2 de fevereiro de 1908, o Diário de Notícias chamou à sua primeira página a notícia do atentado ocorrido na tarde da véspera e que vitimou o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro Luís Filipe. Durante os 20 dias subsequentes, o jornal manteve nas suas páginas notícias relacionadas com o acontecimento. Em algumas edições, como no dia dos funerais – a que assistiram delegações estrangeiras -, o tema ocupou várias páginas, ilustradas por desenhos.

No domingo 2 de fevereiro de 1908, à largura das oito colunas da sua primeira página, em letras visíveis a uma razoável distância, o DN dá a notícia do “Gravissimo attentado contra a família real/ Morte d’El-Rei e do Príncipe Real D. Luiz Filipe”. Nessa chamada, que é simultaneamente editorial, o jornal assume que não irá dar qualquer novidade à população de Lisboa sobre os acontecimentos ocorridos ao fim da tarde da véspera, uma vez que estes “já devem ser do conhecimento de todos”. Mas, para acabar com rumores que sempre surgem nestas ocasiões, o jornal fará o relato de “todos os factos” sem os comentar. E, de facto, assim acontece ao longo dos 20 dias em que o regicídio e as suas consequências marcam presença nas páginas do jornal.
Ainda no editorial desse dia é afirmado que na história de Portugal “não se registava até hontem um unico regicidio”. E o texto, que sublinha o repúdio perante tal ato, lamenta que tenha sido atingido, “alem do chefe do Estado, o seu filho primogenito para o qual tantas esperanças se voltavam e cuja irresponsabilidade na direcção dos negócios publicos parecia dever pôl-o a coberto de uma vingança tanto mais condemnavel quanto é certo que attingia innocentes”.
Fruto de um trabalho de equipa, o DN revela aos seus leitores como ocorreram os factos, como reagiu o País e o estrangeiro ao “acontecimento sensacional, como nunca se tinha dado entre nós” – o assassínio do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro Luís Filipe “a tiros de carabina quando passavam pelo Terreiro do Paço de regresso de Vila Viçosa e se dirigiam para o Paço das Necessidades”.
O atentado contra o Rei Agrícola – um dos cognomes pelos quais ficou conhecido D. Carlos – surpreendeu e entristeceu o País em geral, no entanto, “estava escrito na parede” que algo assim iria acontecer…
A agitação social e política que se registava no País já vinha do tempo de D. Luís (1838–1889), mas agudizou-se no reinado de D. Carlos com a questão do Mapa Cor-de-Rosa e adquiriu foros de violência, devidamente aproveitada e alimentada pelos republicanos, com a ditadura de João Franco, que o monarca chama para o poder em 1906.
Fundador, em 1901, do pequeno partido Regenerador-Liberal, João Franco percebe que não conseguirá governar com aval parlamentar e pede ao rei que dissolva o Parlamento passando a governar por decreto. D. Carlos aceita: faz assim a primeira assinatura da sua sentença de morte. A definitiva fá-la em Vila Viçosa, nas vésperas de regressar a Lisboa, quando João Franco lhe apresenta o decreto que pune com o degredo os acusados de crimes políticos. O decreto tinha como alvo os republicanos e progressistas que, a 28 de janeiro de 1908, tentaram uma revolução.
A 1 de fevereiro, a família real regressa de Vila Viçosa onde o rei tinha por hábito passar todos os anos a temporada de caça. Esse ano não foi exceção, apesar da agitação política e social que se vivia no País. Na estação fluvial do Terreiro do Paço, onde chega com atraso, tem a esperá-la muita gente e membros do governo, entre eles o odiado João Franco, que manteve alguns momentos de conversa com o rei, enquanto a rainha era presenteada com um ramo de flores que lhe levou uma criança. Depois D. Carlos, D. Amélia, D. Luís e o infante D. Manuel partiram em direção às Necessidades. Em carruagem aberta, porque a tarde estava amena e porque o rei queria dar uma ideia de normalidade. “Já a carruagem real tinha passado em frente do ministerio da Fazenda quando se ouviu um tiro que, segundo pessoas que presenciaram o facto, fôra de carabina e disparado por um homem que vestia casacão, e que tinha saído da fila do povo que estacionava no passeio, do lado da praça”, conta o DN. A esse tiro outros se seguiram, com as consequências que se conhece: o rei e o príncipe herdeiro morreram, o infante D. Manuel ficou ligeiramente ferido num braço. Mortos também os dois assassinos: Manuel Buiça e Alfredo Costa.
Depois, é a proclamação do jovem – 19 anos – e novo rei, a quem o DN deseja que seja tão “venturoso” como foi o primeiro monarca com esse nome, e a escolha de um novo chefe de Governo, Ferreira do Amaral, de quem o jornal fez um pequeno perfil.
E à medida que se procura estabilizar a vida política, preparam-se os funerais que trazem a Lisboa inúmeras delegações de casas reais europeias com as quais o rei tinha ligações familiares ou apenas amizades. Por exemplo, em Londres, foi decretado luto pela morte do monarca português. Da França republicana veio também uma delegação. “Dezenas de jornalistas estrangeiros” acorreram também a Lisboa para cobrirem o que estava a acontecer, tal foi o impacto do regicídio além-fronteiras.
D. Manuel II, que não estava preparado para reinar, afirma querer fazer o melhor para a nação, mas todos os seus esforços não serão capazes de travar as ideias republicanas que se afirmam e que acabam por vencer em outubro de 1910.
LUMENA RAPOSO

Nas dezenas de páginas que o DN produziu relacionadas com o atentado que vitimou o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro Luís Filipe não existe a assinatura de um único jornalista, editor ou diretor do jornal. Percebe-se que todo o trabalho foi fruto de uma equipa que não se poupou a esforços para dar diariamente ao leitor o que acontecia nas principais cidades e nas pequenas cidades de província de onde chegavam a Lisboa milhares de telegramas de condolências e onde foram rezadas missas em memória de D. Carlos e do príncipe. Além disso, os redatores do DN responderam positivamente ao pedido de informações de jornais da Europa e do Japão que “queriam saber o que se estava a passar em Lisboa”.

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segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

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domingo, 3 de Agosto de 2014

"Acho que se devia discutir o regime mas não o sistema" - Virgílio Castelo

abaixo
Virgílio Castelo à Notícias TV: "Acho que se devia discutir o regime mas não o sistema. O sistema deve continuar naturalmente democrático, agora o regime acho que podia mudar. Há várias discussões que podiam ser feitas; desde o referendo à monarquia que nunca foi feito".

Fonte: Notícias TV
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sábado, 2 de Agosto de 2014

Associação dos Autarcas Monárquicos recebida pelo Alcalde de Valência de Alcântara

A Associação Portuguesa dos Autarcas Monárquicos foi convidada pela HNME - Hermandad Nacional Monárquica De España para estar presente nas comemorações da Boda Regia em Valência de Alcântara onde foi recebidos pelo Alcalde Carrilho Reyes
A Associação Portuguesa dos Autarcas Monárquicos com o Alcalde de Valência de Alcântara Carrilho Reyes, Don Francisco Rodriguez Aguado, Duque de Cañaveral, presidente da HNME e S.A.R.S. Don Rafael Andújar y Vilches, Príncipe de Capadocia y San Bartolomeo.

Livro da autoria do Prof. Daniel Jesús Garcia Riol, presidente Delegado de La Hermandad Nacional Monárquica de España em Castilla-La Mancha, que foi lançado pela ocasião das Comemorações da Boda Régia, ontem dia 1 de Agosto de 2014, na Sinagoga de Valência de Alcântara.


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